Mirena e Kyleena são DIUs hormonais, mas têm dose, duração e perfil de uso diferentes. Veja o que considerar na escolha junto da sua médica.

Mirena e Kyleena são dispositivos intrauterinos que liberam levonorgestrel, mas não são intercambiáveis. Conhecer as diferenças ajuda a construir, junto da sua ginecologista, a decisão mais adequada ao seu momento de vida.
Principais diferenças
- Dose hormonal: o Mirena contém 52 mg de levonorgestrel; o Kyleena, 19,5 mg.
- Duração: até 8 anos para o Mirena e até 5 anos para o Kyleena.
- Tamanho: o Kyleena tem estrutura e inseridor um pouco menores, o que pode favorecer o conforto na inserção.
- Padrão menstrual: a amenorreia (ausência de menstruação) é mais frequente com o Mirena; com o Kyleena, é mais comum manter fluxos leves.
Quando o Mirena tende a ser preferido
Além da contracepção, o Mirena tem papel terapêutico reconhecido no controle de sangramento uterino aumentado, endometriose, adenomiose e hiperplasia endometrial. Também pode ser usado como componente progestagênico da terapia de reposição hormonal na menopausa.
Quando o Kyleena costuma ser uma boa opção
Para quem busca a menor dose hormonal possível, prefere manter algum sangramento cíclico ou nunca teve filhos e deseja um dispositivo de menor calibre, o Kyleena costuma ser bem tolerado.
O que avaliar na consulta
Histórico de sangramentos, presença de miomas ou endometriose, planos reprodutivos, tolerância a efeitos hormonais e experiências anteriores com contraceptivos são pontos essenciais. Contraindicações como gravidez, doença inflamatória pélvica em atividade, malformação uterina e câncer de mama ou de útero precisam ser descartadas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
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